Eólicas offshore podem gerar 500 mil empregos e criar novas carreiras no Brasil

Diretrizes aprovadas em 2026 apontam potencial técnico de 1.200 GW para a geração de energia no mar

hélice eólica em alto mar
Hélice eólica offshore | Foto: divulgação

A atividade pode movimentar ao menos R$ 900 bilhões até 2050 e deve envolver engenharia, indústria naval, portos, manutenção e gestão ambiental, com forte intercâmbio de tecnologia internacional.


O Brasil avançou na regulamentação da geração de energia pelos ventos em alto-mar com a aprovação das diretrizes para aplicar a Lei nº 15.097/2025. Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o país possui potencial técnico de 1.200 gigawatts (GW) nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul.

Na projeção mais ambiciosa do estudo elaborado pelo Grupo Banco Mundial e pela Empresa de Pesquisa Energética, o setor pode superar 516 mil postos de trabalho e acrescentar pelo menos R$ 900 bilhões à economia brasileira até 2050.

A cadeia offshore envolve estudos ambientais e oceanográficos, fabricação de torres e turbinas, fundações, cabos submarinos, construção naval, logística portuária, conexão à rede e manutenção em alto-mar.

Como o Brasil ainda estrutura esse mercado, parte da capacitação vem de países com experiência acumulada. Em junho, representantes brasileiros participaram de uma missão técnica na Dinamarca para conhecer modelos de planejamento, infraestrutura e operação.

Para Reginaldo Kaeneêne, CEO e fundador da KNN Idiomas, essa transferência de conhecimento cria uma demanda linguística concreta. “Um engenheiro pode precisar defender uma solução diante de um fornecedor estrangeiro; um técnico, compreender uma orientação de segurança; e uma equipe portuária, alinhar procedimentos com especialistas de outro país.

Aprender inglês ajuda o profissional a participar dessas trocas desde a formação da cadeia brasileira”, afirma.

Como grande parte da tecnologia utilizada nos parques eólicos marítimos foi desenvolvida em mercados que já operam essa fonte de energia, profissionais brasileiros deverão lidar com fabricantes estrangeiros, consultorias internacionais e equipes formadas por diferentes nacionalidades.


O inglês pode aparecer em reuniões de projeto, processos de contratação, treinamentos realizados no exterior e na troca de informações entre portos, estaleiros, empresas de energia e fornecedores de componentes.

Para Reginaldo, aprender inglês pode ampliar a participação dos brasileiros nas diferentes etapas dessa nova atividade. 


“A energia eólica offshore deverá reunir profissionais de engenharia, indústria naval, logística, meio ambiente e segurança. Em um curso de idiomas, o estudante desenvolve confiança para explicar seu trabalho, defender uma proposta e trocar experiências com especialistas de outros países. A metodologia da KNN Idiomas prioriza a conversação para que o aluno consiga transformar o conhecimento técnico em comunicação”, explica.

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